A palavra “candidato” é oriunda de uma prática da Antiguidade em que os que desejavam obter um cargo público ligado à justiça se vestiam de roupas branquíssimas. Era um símbolo de pureza e de oportunidade. No latim, havia duas palavras para a cor branca, sendo que “cândido” se referia ao branco brilhante. Até hoje, uma pessoa muito inocente e sem maldade é chamada de “cândida”.
Na Bíblia, essa imagem é aplicada aos que pretendem ser salvos. Nós anelamos alcançar a salvação e, quando contemplamos nossa vida, somos conscientizados de que há uma mancha aqui e outra ali que não se consegue limpar, não importa o que façamos. Com muito esforço, às vezes chegamos ao branco fosco, mas ainda estamos longe do branco brilhante. Como alcançar esse nível? A resposta é simples: pelo sangue de Cristo.
Minha irmã é especialista em manchas. Ela tem três filhos homens e teve que aprender muito sobre o assunto. Para manchas de chocolate, nada como água com gás. Para molhos, água fria com detergente. Para manchas de caneta, spray de cabelo. Para manchas de sorvete, água oxigenada diluída. Cada mancha tinha sua forma de ser eliminada.
A mesma coisa se aplica ao pecado. A publicidade do melhor “detergente” da história começou ainda no tempo do Antigo Testamento. O sistema sacrifical, o sangue dos cordeiros, representava o sangue de Cristo. As pessoas que haviam pecado tinham a esperança de que, um dia, o Salvador viria purificá-los. Por essa razão, a Epístola aos Hebreus (9, versos 13, 14) afirma: “Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a Si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”
Não existe outra maneira de ser candidato ao Céu a não ser entregar suas vestes a Jesus para que Ele as branqueie. Você gostaria de se vestir com o branco resplandecente da justiça de Cristo?
A internet contém muitas dicas sobre como proceder quando você se encontra em perigo, seja ele o ataque de um urso ou de um crocodilo, um terremoto, um ciclone… As dicas são boas, mas você pode se perguntar: Qual é a chance de isso acontecer comigo? Pois bem, Jonas possivelmente pensasse o mesmo. Mas, uma vez dentro da barriga do peixe, ele não poderia perguntar para a internet: “Como tirar um profeta rebelde da barriga de um peixe enorme?”
Mesmo assim, ele obteve a resposta – confiando em Deus! O capítulo 2 do livro de Jonas é uma verdadeira maravilha. Primeiro, porque dá para perceber que ele conhecia bem o hinário da época. Ele começa aludindo ao Salmo 12:1. Depois ao 42:7 e, em seguida, ao 31:22, ao 69:1 e 2, ao 30:3, ao 18:6, ao 31:6 e, finalmente, ao 3:8. Baseado nesses salmos favoritos, o profeta compôs uma canção. Todas as alusões têm algo em comum: pedem a proximidade do Senhor. Jonas fala no tempo verbal passado, como se já estivesse fora do ventre daquele grande peixe. Isso é confiança. E essa confiança, essa fé nas promessas divinas, foi que o tirou da barriga daquele animal marinho.
A frase-chave da oração de Jonas é: “Ao Senhor pertence a salvação.” Essa é uma expressão que define com total clareza o segredo para vencer qualquer dificuldade. Deus garante que nos salvará e cumpre Sua promessa. Só temos que nos agarrar a ela e esperar. Deus pode traçar caminhos sobre mares, derrubar muralhas com trombetas, matar gigantes com uma simples pedrinha ou fazer um grande peixe regurgitar. Ele converte o que há de mais fantástico em história real.
Esse Deus pode lhe dar ânimo quando você acorda de manhã, pode ajudar você a passar naquela matéria que parece uma muralha, pode facilitar as relações com seu intolerante chefe ou permitir que você fique livre de uma situação difícil. Deus não aparece só na hora da foto ou para montar o espetáculo; Ele acompanha você a cada instante, nas pequenas e nas grandes batalhas da vida.
Grave na memória alguns hinos do seu hinário. Eles o ajudarão a confiar em Deus nos momentos de dificuldade, quando a vida o estiver engolindo por inteiro. Nesses momentos, relembre as promessas do Senhor, e Ele o livrará.
Existe uma lei da Física que foi descoberta há séculos e que nos mostra como é possível quebrar os materiais. Essa lei é conhecida como a “Lei de Telmo” e diz que é mais fácil quebrar um material repetindo uma série de movimentos curtos do que fazendo um único esforço maior. Quem nunca cortou um arame assim? É muito difícil parti-lo com um só golpe, mas, se o movemos de um lado para o outro, em pouco tempo ele fica aquecido e se rompe.
Satanás tem experimentado esse método com as pessoas. Nos primeiros tempos do cristianismo, sua tendência era bater forte. As arenas com leões produziram muitos mártires e poucas rupturas. Hoje, o inimigo age de outra maneira: pouco a pouco, mas repetidamente. Ele sabe que, sob a rotina do dia a dia, ficamos esgotados e nos rompemos.
O Senhor conhece o segredo para que isso não aconteça. Em primeiro lugar, devemos evitar as tensões. Não precisamos nos preocupar excessivamente com as provações, pois Deus não permitirá que nada aconteça que não possamos suportar. Isso nos traz bastante alívio, pois nos coloca em condições adequadas para suportar as provas. Em segundo lugar, Jesus tem a capacidade de nos renovar. Isso quer dizer que, em Suas mãos, voltamos à fé inocente e verdadeira.
No entanto, e se nos quebrarmos? Não há problema: Jesus sabe como colar tudo de novo. Apenas uma gota do sangue de Cristo é capaz de remendar qualquer coração quebrantado pelo pecado, pela fraqueza, pela fadiga e pelo excesso de confiança. Já presenciei vidas mutiladas pelos vícios que, hoje, parecem ter sido tiradas de uma revista de atualidades. O segredo? Uma simples gota do Seu sangue. Como diria Paulo ao falar da tecnologia da redenção, “Nele temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e entendimento” (Efésios 1:7, 8).
Para você, a Lei de São Telmo não tem o menor valor, pois a promessa é que você será super-resistente. Confie em Cristo, e você será invencível!
De vez em quando, Ellen White nos surpreende com citações como esta: “A experiência de Israel, a que o apóstolo faz alusão nas palavras [de 1 Coríntios 10:1-5], e segundo é registrada nos Salmos 105 e 106, contém lições de advertência que, especialmente nestes últimos dias, o povo de Deus precisa estudar. Insisto em que estes capítulos sejam lidos pelo menos uma vez por semana” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, páginas 98, 99).
O que os Salmos 105 e 106 têm para que devamos lê-los semanalmente? Respondo: coisas que são essenciais para as pessoas que depositam sua esperança nas promessas divinas. Primeiro, esses salmos traçam um histórico do que aconteceu, de como Deus acompanhou o povo ao longo de suas diferentes experiências, de seu peregrinar e suas dificuldades. É da maior importância recordar semanalmente, talvez ao pôr do sol de sábado, que Deus participa de nossa história. Em segundo lugar, Jesus acompanhou Seu povo como uma rocha. É curioso observar que o salmista usa a imagem de uma rocha ambulante. No antigo Oriente Médio, as rochas eram símbolo de segurança, de proteção e de frescor. Mas, rochas ambulantes? Bem, Jesus é assim. Ele gosta de acompanhar Seu povo. E, por último, é triste constatar, mas muitos atravessaram o Mar Vermelho, viram a coluna de fogo, contemplaram como as rochas se fenderam para que jorrasse água e, no entanto, morreram no deserto. Deus pode Se mostrar em Sua plenitude, mas cabe ao ser humano tomar a atitude certa diante da graça.
Vivemos em um mundo agitado e cheio de distrações, o que nos leva frequentemente a nos esquecermos de Deus e a negligenciar nossa fé. Por isso, é fundamental seguir o conselho de Ellen White e dedicar um tempo para refletir sobre a história de Israel e sobre as lições que ela contém, além de fortalecer nossa conexão com Cristo, a Rocha que nos sustenta. Devemos nos lembrar de que Deus está conosco em todas as circunstâncias e que, com Sua graça, podemos vencer as tentações e desafios que surgem em nosso caminho.
Comece hoje a recapitular as maravilhas que Deus já fez por Seu povo e por você no passado. Faça isso, e sua fé se fortalecerá como nunca antes.
Há um lugar no Peru, cerca de 200 quilômetros ao norte de Lima, que esconde um segredo inesperado. Em meio ao ambiente desértico, erguem-se pirâmides que remontam a uma cultura antiga: a cultura caral. Ela se destacou por ser muito religiosa, por seu conhecimento astronômico e pelas oferendas que fazia aos deuses. A religião servia como um instrumento de controle e estabilidade para a sociedade, mas também havia sacrifícios humanos.
A prática de sacrifícios humanos não é incomum na história da humanidade, pois muitas religiões já exigiram esse tipo de oferenda para aplacar a ira dos deuses. Desde sacrifícios sanguinolentos até a submissão às vontades dos “santos” e “beatos”, muitas vidas humanas foram ceifadas em nome da religião. No entanto, Deus não exige que sejamos imolados para obter Sua aprovação ou para alcançar a salvação. Pelo contrário, Ele fez o sacrifício por nós.
O sacrifício de Cristo é um exemplo da oferta divina de perdão e vida eterna. Ele morreu por nós para nos redimir e nos salvar da condenação. Em vez de sacrificar mais vidas humanas, Deus oferece a oportunidade de vivermos à Sua maneira, amando uns aos outros e nos entregando à bondade.
Paulo, em sua segunda carta aos coríntios, nos ensina que o amor de Cristo nos domina, porque sabemos que Ele morreu por todos nós (2Co 5:14, 15). Ele nos exorta a vivermos para Deus, não para nós mesmos, em resposta ao sacrifício de Jesus em nosso favor. Portanto, a vida deve ser celebrada e vivida; não desperdiçada em sacrifícios humanos inúteis.
Devemos viver com gratidão, alegria e amor, reconhecendo que somos amados por Aquele que nos criou. A oferta graciosa de Deus é um convite para vivermos nossa vida em comunhão com Ele, e não em busca de aprovação ou salvação através de sacrifícios ou rituais vazios. Quando vivemos em resposta ao amor de Deus, descobrimos a verdadeira liberdade e a felicidade que só podem ser encontradas em Sua presença.
Decida hoje aceitar a oferta do Eterno e viver de acordo com Sua vontade, encontrando significado e propósito em sua jornada rumo ao Céu.
O ser humano é um emaranhado complexo de emoções e sentimentos. Embora o filme Inside Out (no Brasil, Divertida Mente) tenha nos apresentado apenas cinco emoções básicas – alegria, irritação, tristeza, nojo e medo –, a verdade é que existe muito mais que isso. A historiadora britânica Tiffany Watt Smith em seu livro The Book of Human Emotions (O Livro das Emoções Humanas) descreve 166 emoções, cada uma delas com sua particularidade. Entre elas, uma é especialmente interessante: o awumbuk. Essa palavra, embora seja própria da cultura baining, de Papua-Nova Guiné, indica uma emoção que todos já experimentamos. É um vazio que sentimos na alma quando, por exemplo, depois de preparar uma festa com todo o carinho, nos despedimos dos amigos e familiares e ficamos sozinhos. Embora tenham sido os bainings que deram nome a esse sentimento, todos nós já o experimentamos em algum momento da vida.
Pensando em despedidas, é impossível não se lembrar de Jesus. Muitos anos se passaram desde que Ele deixou a Terra, mas ainda sentimos saudades. Como os bainings, estamos tomados pelo awumbuk. Mas há uma festa em especial que vem à memória: a entrada de Jesus em Jerusalém. Naquele dia, Ele não Se apresentou como um Rei comum. Montado em um simples jumento, Ele cumprimentou as pessoas com gentileza e humildade, demonstrando afeto às crianças e pais da mais baixa estirpe. Não Se afastou deles, mas serviu-os com amor. Não havia nenhum adorno sobre Seu jumento, nenhuma pompa a não ser a que corações amorosos rendiam a Ele. Aquele foi um momento único, uma festa realmente especial.
Embora tenhamos saudades de Jesus, Ele nos prometeu que voltaria. Enquanto isso, estamos com o Espírito Santo, que nos consola e supre todas as emoções. O Espírito Santo deseja ser convidado para entrar em nossa vida, e, assim, nos tornarmos mais próximos de Deus. É essa conexão com Ele que nos permite experimentar as emoções de forma mais completa e profunda.
Com o Espírito Santo em nosso viver, podemos experimentar de forma plena e saudável o amor, a paz, a alegria e todas as outras emoções que Deus nos concedeu. E, assim, nosso coração estará sempre preenchido e acalentado, mesmo nas despedidas e nos momentos de solidão.
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Felipe e Ana Mari são amigos para toda a vida. Quando fui pela primeira vez à igreja, eles já estavam lá e me receberam carinhosamente. Os anos se passaram, e eles tiveram um ótimo noivado e, hoje, um excelente casamento. Nossa amizade se estendeu a seus filhos e, possivelmente, se estenderá a seus netos.
Lembro-me de uma vez que Felipe e eu estávamos estudando algumas cavernas que ficavam perto do nosso colégio. Tínhamos deixado para trás nossos companheiros de aventura e tentávamos passar por uma fenda. Apoiamos as costas contra uma parede, as pernas contra outra, e assim íamos nos movendo. Embora aquele lugar não fosse muito profundo, estava muito escuro. Por causa de um movimento mal pensado, a lanterna escapou da minha mão e a perdi. Eu não conseguia ver nada até que meu amigo me iluminou. Pouco a pouco, fomos saindo daquela situação, compartilhando a luz. Que bom ter um amigo por perto nos momentos de dificuldade!
Davi tinha a mesma relação com Deus. Assim, quando decidiu compor um cântico para comemorar suas experiências, ele pensou em quão afetiva era sua relação com o Senhor, e como Ele o havia livrado de dificuldades. Davi compôs um salmo maravilhoso que destaca como Deus tinha sido sua esperança desde os primeiros anos de sua vida, desde a juventude. Não falava de suposições, mas de realidades, pois o Senhor tinha estado a seu lado em todos os momentos.
A experiência de Davi não pretende ser exclusiva. Pelo contrário. Deus gosta de ter muitíssimos contatos e, se possível, que todos sejam Seus amigos. Dizem que só 6% dos amigos nas redes sociais são amigos chegados. Deus não é um simples “conhecido”. Ele é um Amigo a quem você pode confiar um segredo, um pesar, uma alegria, sabendo que Ele vai compreender e ajudar você. Ele será luz em sua escuridão e sua esperança mais certeira. Sim, um amigo para toda a vida. Com Ele ao nosso lado, sabemos que podemos superar todos os desafios e vencer todas as batalhas.
Abraão foi chamado “amigo de Deus” (ver Isaías 41:8), porque amava o Senhor, andava com Ele e Nele confiava. Cultivar uma amizade assim com o Eterno deve ser o grande objetivo de nossa vida. Busque isso de todo o seu coração.
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Título: Vislumbres da eternidade.
Autor: Victor Armenteros
Tradução: Delmar Freire
Editora: CPB.
Ano: 2024.
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