Preeminência de Cristo: O que Significa Biblicamente?

Preeminência de Cristo: O que Significa Biblicamente?

Atualizado em: Por: às 14:00

Descubra o significado da preeminência de Cristo em Colossenses 1:15-17. Entenda por que Jesus é supremo sobre toda criação e como isso transforma sua fé.

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Você já parou pra pensar no que realmente significa quando a Bíblia diz que Cristo tem a preeminência sobre todas as coisas? Essa não é apenas uma questão teológica distante da nossa realidade, mas uma verdade que transforma completamente nossa maneira de viver, adorar e compreender quem Deus é. A preeminência de Cristo é o fundamento da nossa fé cristã, e entender essa doutrina pode revolucionar seu relacionamento com o Criador. Quando Paulo escreveu aos colossenses, ele estava combatendo heresias que diminuíam a pessoa de Jesus, e suas palavras continuam ecoando através dos séculos com poder transformador.

No livro de Colossenses, encontramos uma das declarações mais profundas e abrangentes sobre a natureza e supremacia de Jesus Cristo em todo o Novo Testamento. Paulo não estava apenas fazendo poesia teológica; ele estava estabelecendo verdades fundamentais que separam o cristianismo de qualquer outra filosofia ou religião. A preeminência de Cristo significa que Ele está acima de tudo e de todos, que nada existe fora do Seu controle soberano, e que toda a criação encontra seu propósito e significado nEle. Essa verdade nos convida a uma jornada de descoberta que vai muito além do conhecimento intelectual, alcançando as profundezas do nosso coração.

Neste artigo, vamos explorar juntos o que significa a preeminência de Cristo, por que isso importa tanto para nossa vida diária, e como essa verdade bíblica pode fortalecer sua fé em tempos de incerteza. Prepare seu coração para mergulhar nas Escrituras e descobrir verdades que podem transformar completamente sua perspectiva sobre Jesus. Além disso, convido você a se inscrever no nosso canal do YouTube, onde compartilhamos conteúdos edificantes diariamente para fortalecer sua caminhada com Deus.

Cristo: A Imagem do Deus Invisível

Quando Paulo declara que Cristo é “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15), ele está revelando algo absolutamente revolucionário para aquela época e para a nossa também. Imagine tentar explicar Deus para alguém que nunca O viu, nunca O tocou, nunca ouviu Sua voz audível. Como você descreveria o caráter, a natureza e a essência de um Deus infinito usando palavras finitas? Paulo resolve esse dilema apontando para Jesus. Ele não está dizendo que Jesus é apenas um representante de Deus ou um profeta especial, mas que Ele é a perfeita e completa revelação do Pai invisível. Cada ação de Jesus, cada palavra pronunciada, cada milagre realizado era uma janela direta para o coração de Deus.

A palavra grega usada para “imagem” aqui é eikon, que vai muito além de uma simples fotografia ou representação artística. Ela transmite a ideia de uma manifestação exata, uma expressão perfeita da essência de algo. Jesus não é uma cópia imperfeita ou uma versão diluída de Deus; Ele é a expressão plena e completa da divindade em forma humana. Isso significa que quando você olha para Jesus nos evangelhos, curando os enfermos, acolhendo os pecadores, confrontando a hipocrisia religiosa e morrendo na cruz por amor, você está vendo exatamente como Deus é. Não existe discrepância entre o Pai e o Filho, pois Jesus disse: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9).

Essa verdade tem implicações profundas para nossa vida espiritual. Muitas pessoas carregam imagens distorcidas de Deus, vendo-O como um juiz severo e distante, pronto para punir ao menor deslize. Outras O imaginam como um avô bonachão no céu, que fecha os olhos para o pecado e não se importa com a santidade. Mas quando entendemos que Jesus é a imagem perfeita de Deus, todas essas distorções se desfazem. Vemos um Deus que é simultaneamente santo e misericordioso, justo e amoroso, poderoso e compassivo. A preeminência de Cristo começa com essa revelação fundamental: se você quer conhecer Deus verdadeiramente, olhe para Jesus. 

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Cristo Preeminente: O Primogênito de Toda a Criação

O Primogênito de Toda a Criação

A expressão “primogênito de toda a criação” (Colossenses 1:15) tem causado confusão ao longo dos séculos, com alguns interpretando erroneamente que Jesus foi a primeira criatura criada por Deus. Porém, Paulo não está falando sobre ordem cronológica aqui, mas sobre posição e autoridade. Na cultura judaica, o termo “primogênito” carregava o significado de preeminência, direitos especiais e posição de honra, independentemente da ordem de nascimento. Esaú era tecnicamente o primogênito de Isaque, mas Jacó recebeu os direitos de primogenitura. Da mesma forma, quando a Bíblia chama Jesus de primogênito, está declarando Sua supremacia absoluta sobre toda a criação.

O contexto imediato confirma essa interpretação, pois Paulo continua explicando que “nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1:16). Perceba a lógica: se Jesus criou todas as coisas, Ele não pode ser parte da criação. Ele está acima dela, antes dela, separado dela como o Criador está separado de Sua criação. Essa distinção é crucial para entendermos a preeminência de Cristo. Ele não é um anjo exaltado, não é um ser criado que alcançou divindade, mas é o próprio Deus eterno que sempre existiu e sempre existirá.

Além disso, Paulo enfatiza que todas as coisas foram criadas não apenas “por” Cristo, mas também “para” Cristo. Isso significa que o propósito final de toda a criação é glorificar a Jesus. As montanhas proclamam Sua majestade, os oceanos refletem Sua imensidão, as estrelas demonstram Seu poder criativo, e até mesmo você e eu fomos criados para viver em relacionamento com Ele e trazer glória ao Seu nome. A preeminência de Cristo não é apenas uma doutrina para ser estudada, mas uma realidade que deve moldar cada aspecto da nossa existência. Quando reconhecemos que fomos criados por Ele e para Ele, nossa vida ganha propósito, direção e significado eternos. 

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Transferidos do Reino das Trevas para o Reino da Luz

Paulo apresenta uma das mais belas descrições da salvação quando fala sobre dois reinos distintos e opostos: o domínio das trevas e o reino da luz. Antes de conhecermos Cristo, todos nós estávamos cativos no reino das trevas, sob o poder do pecado, da morte e de Satanás. Não importa quão religiosos ou moralmente corretos pensávamos ser, estávamos separados de Deus e caminhando para a destruição eterna. Essa é uma verdade difícil de aceitar, especialmente numa cultura que valoriza a autoestima e a autossuficiência, mas é exatamente o diagnóstico que a Bíblia apresenta sobre a condição humana sem Cristo.

A boa notícia, porém, é que Deus não nos deixou nessa condição desesperadora. Paulo declara que o Pai “nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados” (Colossenses 1:13-14). Perceba os verbos de ação aqui: Deus nos libertou, nos transportou, nos redimiu. Essa não foi uma operação que dependeu da nossa força, da nossa bondade ou dos nossos méritos. Foi um ato soberano de graça divina, fundamentado na obra redentora de Cristo na cruz. A preeminência de Cristo se manifesta poderosamente na salvação, pois somente Ele tinha autoridade e poder para nos resgatar do domínio das trevas.

Essa transferência de reinos não é apenas uma mudança de endereço espiritual, mas uma transformação radical de identidade, propósito e destino. No reino das trevas, vivíamos para nós mesmos, escravos dos nossos desejos pecaminosos e das expectativas do mundo. No reino da luz, vivemos para Cristo, capacitados pelo Espírito Santo para refletir o caráter de Deus e cumprir Seus propósitos eternos. Essa mudança deve ser visível em nossas atitudes, relacionamentos, prioridades e valores. Quando realmente compreendemos a magnitude dessa transferência, não conseguimos permanecer indiferentes. Somos movidos a viver de maneira digna do reino ao qual agora pertencemos, demonstrando gratidão por tão grande salvação. Considere apoiar este ministério através do nosso PIX para que mais pessoas conheçam essas verdades transformadoras.

Cristo: O Criador e Sustentador de Todas as Coisas

Uma das afirmações mais extraordinárias sobre a preeminência de Cristo encontra-se em Colossenses 1:16-17, onde Paulo declara que todas as coisas foram criadas por Cristo, incluindo realidades visíveis e invisíveis, tronos, domínios, principados e potestades. Isso significa que não existe absolutamente nada no universo que tenha vindo à existência independentemente de Jesus. Desde a galáxia mais distante até o menor átomo, desde os anjos mais poderosos até a mais simples forma de vida, tudo deve sua existência ao poder criativo de Cristo. Essa verdade coloca Jesus numa categoria completamente diferente de qualquer líder religioso, filósofo ou figura histórica que já existiu.

Mas Paulo vai além da criação e afirma algo ainda mais impressionante: “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Colossenses 1:17). A palavra “subsiste” aqui carrega o significado de manter unido, sustentar, preservar. Cristo não é apenas o Criador que deu início a tudo e depois se afastou para observar de longe. Ele é o sustentador ativo que, a cada momento, mantém o universo funcionando através do Seu poder. Os cientistas falam sobre as leis da física, da gravidade, da termodinâmica, mas por trás dessas leis está a vontade soberana de Cristo mantendo tudo em ordem. Se Ele retirasse Seu poder sustentador por um único instante, o universo inteiro entraria em colapso.

Essa verdade sobre Cristo como criador e sustentador tem implicações práticas profundas para nossa vida diária. Significa que Aquele que mantém bilhões de galáxias em suas órbitas também cuida de você pessoalmente. Significa que nenhuma situação está fora do Seu controle, nenhum problema é grande demais para Ele resolver, nenhuma necessidade é insignificante demais para Sua atenção. Quando enfrentamos tempestades na vida, podemos descansar na certeza de que o mesmo Cristo que acalmou o mar da Galileia com uma palavra continua no controle absoluto de todas as circunstâncias. A preeminência de Cristo não é apenas uma doutrina teológica abstrata, mas uma âncora sólida para nossa alma em meio às incertezas da vida. 

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A Rebelião de Lúcifer e a Supremacia de Cristo

A história da rebelião de Lúcifer no céu nos oferece um contraste dramático que ilumina ainda mais a preeminência de Cristo. Lúcifer era um anjo de altíssima posição, descrito como perfeito em beleza e sabedoria, ocupando um lugar de honra próximo ao trono de Deus. Sua aparência era gloriosa, sua inteligência excepcional, e ele era cercado por uma luz especial que o distinguia dos demais anjos. Porém, apesar de todas essas bênçãos e privilégios, Lúcifer permitiu que a inveja e o orgulho crescessem em seu coração ao contemplar a posição única de Cristo como Filho de Deus, igual ao Pai em autoridade e glória.

Quando o Criador reuniu os exércitos celestiais para declarar oficialmente que Cristo, Seu Filho, deveria ser honrado igualmente ao Pai, e que Sua palavra tinha a mesma autoridade que a palavra do Pai, Lúcifer se encheu de ressentimento. Ele não conseguia aceitar que Cristo tivesse preeminência sobre ele, mesmo sendo essa a ordem estabelecida pelo próprio Deus desde a eternidade. Lúcifer queria a posição de Cristo, desejava a adoração que pertencia somente ao Filho de Deus, e começou a semear dúvidas e rebelião entre os anjos. Ele questionava por que Cristo deveria receber honra especial, argumentando que isso diminuía a posição dos demais seres celestiais, especialmente a dele próprio.

Os anjos leais tentaram raciocinar com Lúcifer, explicando que Cristo não era um anjo promovido, mas o próprio Filho de Deus que existia com o Pai desde a eternidade, antes mesmo da criação dos anjos. Eles argumentaram que Cristo sempre esteve à direita de Deus, que Sua autoridade amorosa nunca havia sido questionada antes, e que obedecer a Cristo era tão natural e alegre quanto obedecer ao Pai. Porém, Lúcifer recusou-se a ouvir, endureceu seu coração e acabou sendo expulso do céu junto com os anjos que o seguiram em sua rebelião. Essa história nos ensina que reconhecer a preeminência de Cristo não é opcional, mas fundamental para permanecermos em harmonia com Deus e Seu governo. 

Visite nosso site para mais estudos sobre o grande conflito entre Cristo e Satanás.

Cristo: Cabeça da Igreja e Primícia da Ressurreição

Paulo continua sua exposição sobre a preeminência de Cristo declarando que “Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:18). Aqui encontramos outra dimensão crucial da supremacia de Cristo: Sua relação com a Igreja. Jesus não é apenas o fundador histórico do cristianismo ou um exemplo moral a ser seguido de longe. Ele é a cabeça viva e ativa do corpo que é a Igreja, dirigindo, sustentando e capacitando cada membro para cumprir sua função específica no plano divino.

A metáfora do corpo e da cabeça é extremamente rica em significado. Assim como a cabeça controla todas as funções do corpo físico, enviando comandos através do sistema nervoso e coordenando cada movimento, Cristo dirige Sua Igreja através do Espírito Santo. Nenhuma parte do corpo pode funcionar adequadamente desconectada da cabeça, e nenhum cristão pode viver a vida abundante que Jesus prometeu se estiver desconectado dEle. Essa verdade nos chama a uma dependência constante de Cristo, reconhecendo que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5). A preeminência de Cristo na Igreja significa que Ele tem a palavra final sobre doutrina, prática, missão e direção.

Além disso, Paulo identifica Jesus como “o primogênito dentre os mortos”, referindo-se à Sua ressurreição gloriosa. Cristo não foi a primeira pessoa a ressuscitar na Bíblia, pois vemos ressurreições no Antigo Testamento e nos evangelhos. Porém, Ele foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer, conquistando definitivamente o poder da morte e abrindo o caminho para que todos os que creem nEle também ressuscitem para a vida eterna. 

Sua ressurreição não foi apenas um milagre isolado, mas a garantia de que a morte não tem a palavra final sobre aqueles que pertencem a Cristo. Essa esperança transforma completamente nossa perspectiva sobre a vida e a morte, enchendo-nos de coragem para enfrentar qualquer adversidade sabendo que nosso futuro está seguro nas mãos dAquele que venceu a morte. Compartilhe esta mensagem de esperança com alguém que está enfrentando o luto ou o medo da morte!

Toda a Plenitude Habita em Cristo

Paulo atinge o clímax de sua descrição sobre a preeminência de Cristo com uma declaração absolutamente extraordinária: “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Colossenses 1:19). A palavra “plenitude” aqui é pleroma em grego, significando totalidade, completude, a soma total de tudo. Paulo está afirmando que em Jesus habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2:9). Não há nada de Deus que não esteja plenamente presente em Cristo. Ele não é 50% Deus e 50% homem, nem possui apenas alguns atributos divinos enquanto carece de outros. Ele é plena e completamente Deus, possuindo todos os atributos da divindade em medida infinita.

Essa verdade é revolucionária porque significa que em Cristo temos acesso a tudo o que precisamos para a vida e a piedade (2 Pedro 1:3). Não precisamos buscar complementos espirituais em filosofias humanas, práticas místicas ou experiências sobrenaturais fora de Cristo. Tudo o que Deus tem para nos oferecer está disponível em Jesus. Precisamos de sabedoria? Cristo é nossa sabedoria. Precisamos de paz? Ele é nossa paz. Precisamos de força? Ele é nossa força. Precisamos de esperança? Ele é nossa esperança viva. A preeminência de Cristo se manifesta no fato de que Ele é suficiente, completo e totalmente adequado para suprir todas as nossas necessidades espirituais.

Além disso, foi do agrado do Pai que essa plenitude habitasse em Cristo. Isso significa que o plano de redenção, com Jesus como centro e fundamento, não foi uma solução improvisada depois que o pecado entrou no mundo. Foi o propósito eterno de Deus desde antes da fundação do mundo. O Pai se agrada em exaltar o Filho, em colocar toda autoridade em Suas mãos, em fazer dEle o único mediador entre Deus e os homens. Quando honramos a Cristo, reconhecendo Sua preeminência em nossas vidas, estamos alinhados com o próprio coração do Pai. Nossa adoração a Jesus não é idolatria, mas obediência ao mandamento divino de honrar o Filho assim como honramos o Pai. 

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Reconciliação através do Sangue da Cruz

A preeminência de Cristo alcança seu ponto mais glorioso e comovente quando Paulo explica o propósito da encarnação e morte de Jesus: “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus” (Colossenses 1:20). O Criador de todas as coisas tornou-Se criatura para salvar Suas criaturas rebeldes. Aquele que sustenta o universo com Sua palavra permitiu que Seu corpo fosse pregado numa cruz. O Rei dos reis e Senhor dos senhores morreu a morte de um criminoso comum para que criminosos comuns pudessem tornar-se filhos de Deus.

O sangue derramado na cruz não foi o sangue de um mártir comum ou de um profeta especial, mas o sangue do próprio Deus em forma humana. Por isso esse sangue tem poder infinito para purificar, redimir e reconciliar. Nenhum pecado é grande demais para ser perdoado pelo sangue de Cristo, nenhuma mancha é profunda demais para ser lavada, nenhuma separação é grande demais para ser reconciliada. A cruz demonstra simultaneamente a gravidade do pecado (que exigiu tal sacrifício) e a profundidade do amor de Deus (que proveu tal sacrifício). Ali vemos justiça e misericórdia se encontrando, santidade e amor se abraçando, ira divina contra o pecado e graça divina para o pecador convergindo num único evento histórico.

A reconciliação oferecida através da cruz é cósmica em seu alcance. Paulo menciona tanto as coisas na terra quanto as coisas nos céus, indicando que os efeitos da redenção de Cristo se estendem por todo o universo. O pecado não afetou apenas a humanidade, mas contaminou toda a criação, que geme e suporta angústias até agora (Romanos 8:22). 

Porém, através da cruz, Cristo iniciou o processo de restauração que culminará na criação de novos céus e nova terra, onde a justiça habitará eternamente. A preeminência de Cristo se manifesta no fato de que Sua obra redentora não é limitada ou parcial, mas completa e abrangente, capaz de reverter todos os efeitos do pecado e restaurar todas as coisas ao propósito original de Deus. 

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Vivendo sob a Preeminência de Cristo

Entender doutrinalmente a preeminência de Cristo é importante, mas não é suficiente. Essa verdade deve transformar radicalmente a maneira como vivemos diariamente. Se Cristo realmente tem preeminência sobre todas as coisas, então Ele deve ter preeminência em nossa vida pessoal, em nossas decisões, em nossos relacionamentos, em nossas prioridades e em nossos recursos. Não podemos confessar com os lábios que Jesus é Senhor enquanto vivemos como se fôssemos senhores de nós mesmos. A preeminência de Cristo exige rendição total, não apenas assentimento intelectual.

Viver sob a preeminência de Cristo significa consultá-Lo em oração antes de tomar decisões importantes, buscando Sua vontade acima de nossas preferências pessoais. Significa avaliar nossas escolhas de carreira, relacionamentos e investimentos à luz de Seus propósitos eternos, não apenas de nossos objetivos temporais. Significa permitir que Sua Palavra tenha autoridade final sobre nossas opiniões, mesmo quando isso contraria a cultura ao nosso redor ou nossos próprios desejos. Significa usar nossos talentos, tempo e recursos financeiros de maneira que glorifique a Cristo e avance Seu reino, não apenas para construir nosso próprio conforto e segurança.

Além disso, reconhecer a preeminência de Cristo nos liberta de muitas ansiedades e medos que atormentam aqueles que não conhecem essa verdade. Se Cristo está no controle de todas as coisas, então não precisamos viver dominados pela preocupação com o futuro. Se Ele sustenta o universo, certamente pode sustentar nossa vida. Se Ele tem autoridade sobre principados e potestades, então nenhuma força espiritual maligna pode nos arrancar de Suas mãos. Se Ele venceu a morte, então não precisamos temer o que está além do túmulo. A preeminência de Cristo é a base sólida sobre a qual construímos uma vida de paz, propósito e esperança inabalável, mesmo em meio às tempestades mais violentas. 

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Conclusão

A preeminência de Cristo não é apenas mais uma doutrina teológica para ser estudada academicamente e depois arquivada em nossa mente. É a verdade central que deve moldar toda nossa existência, influenciar cada decisão e transformar completamente nossa perspectiva sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre o mundo ao nosso redor. Quando realmente compreendemos que Jesus é a imagem do Deus invisível, o criador e sustentador de todas as coisas, a cabeça da Igreja, o primogênito dentre os mortos, e que nEle habita toda a plenitude da divindade, nossa vida nunca mais pode ser a mesma.

Paulo escreveu essas palavras aos colossenses para combater heresias que diminuíam a pessoa de Cristo, e essas mesmas heresias continuam presentes em nossos dias sob novas roupagens. Alguns apresentam Jesus como apenas um grande mestre moral, outros como um profeta inspirado, outros ainda como um ser criado inferior ao Pai. Porém, as Escrituras são cristalinas: Jesus é supremo, preeminente, incomparável e absolutamente único. Ele não é um entre muitos caminhos para Deus, mas o único caminho. Ele não é uma entre várias verdades, mas a própria verdade encarnada. Ele não é uma opção de vida entre outras, mas a própria vida.

Que o Espírito Santo grave profundamente em nosso coração a realidade da preeminência de Cristo, de modo que vivamos cada dia em submissão alegre ao Seu senhorio, em gratidão profunda por Sua obra redentora, e em expectativa confiante de Sua volta gloriosa. Que possamos dizer com Paulo: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Filipenses 1:21). Compartilhe este artigo com alguém que precisa conhecer melhor a supremacia de Jesus, e considere apoiar este ministério através do nosso PIX para que continuemos proclamando essas verdades transformadoras!

🏆 Atividades Práticas 🚀

  1. Meditação Diária: Reserve 15 minutos cada manhã para meditar em Colossenses 1:15-20, pedindo ao Espírito Santo que revele novas dimensões da preeminência de Cristo em sua vida.
  2. Diário de Rendição: Crie um diário onde você registra áreas específicas da sua vida que precisa entregar ao senhorio de Cristo, orando diariamente por cada uma delas.
  3. Estudo em Grupo: Organize um estudo bíblico com amigos ou familiares sobre a preeminência de Cristo, usando este artigo como base para discussão e aplicação prática.
  4. Memorização de Versículos: Memorize Colossenses 1:15-17, recitando diariamente até que essas verdades estejam gravadas em seu coração e mente.
  5. Avaliação de Prioridades: Faça uma lista de suas prioridades atuais (tempo, dinheiro, energia) e avalie honestamente se Cristo realmente tem preeminência em cada área.
  6. Testemunho Pessoal: Compartilhe com alguém esta semana como a compreensão da preeminência de Cristo tem transformado sua vida e perspectiva.
  7. Adoração Intencional: Dedique um tempo de adoração focado especificamente em exaltar Cristo como Criador, Redentor e Senhor de todas as coisas.
  8. Jejum de Decisões: Antes de tomar qualquer decisão importante esta semana, jejue e ore buscando especificamente a vontade de Cristo, reconhecendo Seu senhorio.
  9. Leitura dos Evangelhos: Leia um capítulo dos evangelhos diariamente, observando como Jesus demonstrou Sua divindade e autoridade em cada situação.
  10. Serviço Prático: Identifique uma maneira concreta de servir a Cristo servindo outros esta semana, reconhecendo que “tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Colossenses 3:23).

❓ Perguntas Frequentes (FAQ)

  1. O que significa exatamente “preeminência de Cristo”? Preeminência de Cristo significa que Jesus tem supremacia absoluta sobre todas as coisas, sendo superior a toda criação, autoridade e poder. Ele é o primeiro em importância, honra e posição em todo o universo.
  2. Jesus foi criado por Deus Pai ou sempre existiu? Jesus sempre existiu eternamente com o Pai. Quando a Bíblia O chama de “primogênito”, refere-se à Sua posição de supremacia, não a uma ordem cronológica de criação. Ele é o Criador, não criatura.
  3. Como posso aplicar a preeminência de Cristo em minha vida diária? Aplicamos essa verdade dando a Cristo o primeiro lugar em nossas decisões, prioridades, relacionamentos e recursos. Significa buscar Sua vontade acima de nossos desejos e viver em submissão ao Seu senhorio.
  4. Por que Lúcifer se rebelou contra Cristo? Lúcifer se rebelou por inveja e orgulho, não aceitando que Cristo tivesse autoridade suprema e fosse igual ao Pai. Ele desejava a posição e adoração que pertenciam exclusivamente ao Filho de Deus.
  5. A preeminência de Cristo significa que Ele é maior que o Pai? Não. Cristo é igual ao Pai em natureza, poder e glória, mas submisso ao Pai em função dentro da Trindade. A preeminência de Cristo refere-se à Sua supremacia sobre toda a criação, não sobre o Pai.
  6. Como a cruz demonstra a preeminência de Cristo? A cruz demonstra que somente Cristo tinha poder para reconciliar toda a criação com Deus. Nenhum outro ser poderia oferecer um sacrifício suficiente para redimir a humanidade e o universo dos efeitos do pecado.
  7. O que significa que “nele tudo subsiste”? Significa que Cristo sustenta ativamente todas as coisas através do Seu poder. Ele mantém o universo funcionando, as leis naturais operando e toda a criação existindo momento a momento.
  8. Posso ter um relacionamento pessoal com Cristo se Ele é tão supremo? Sim! A beleza do evangelho é que o Cristo supremo e preeminente escolheu tornar-Se acessível a nós através da encarnação. Ele é simultaneamente o Deus transcendente e o Salvador imanente que nos conhece intimamente.
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